Quer criar conteúdo excepcional? Entenda o contexto!

livro, farol, golfinho

Desde que o inbound marketing se alastrou feito rastilho de pólvora, fala-se na necessidade de criar personas. Mas será que elas são suficientes para criar conteúdo que realmente interessa ao seu público?

Essa pergunta já vem sendo feita por muitos profissionais de SEO que, no momento de fazer a análise de palavras-chave, vão além do volume de buscas e da competitividade. O que se está buscando é a intenção do usuário por trás das buscas.

Isso significa que criar conteúdo é muito mais do que técnica. É análise comportamental, é saber olhar para o contexto em que seu potencial cliente está inserido e compreender como isso afeta seu modo de realizar buscas online.

 

Criação de conteúdo é sobre quem, quando e por quê

O quem, já sabemos muito bem como determinar. Tenha você uma persona bem estruturada ou apenas um arquétipo de cliente ideal na sua cabeça, já existe um direcionamento. Mas para criar conteúdo centrado no usuário, também precisamos saber quando esse conteúdo é necessário e o porquê.

A construção desse pensamento começa no momento em que você se coloca no lugar do seu potencial cliente diante do problema que o seu conteúdo web pretende resolver.

De imediato, você vai se deparar com uma situação de dificuldade, que pode gerar barreiras físicas, emocionais, profissionais ou psicológicas, por exemplo. Portanto, o estado de ânimo do seu público-alvo não é dos melhores.

Digamos que você venda produtos para emagrecimento. Quem está lendo seu conteúdo não o faz por diversão, mas sim porque deseja resolver algo que lhe incomoda: o sobrepeso. Então:

 

Seja objetivo

A objetividade pode conquistar admiradores para sua marca, simplesmente pelo fato de que o tempo das pessoas é escasso. Elas querem soluções rápidas e eficientes.

 

Não tente ser engraçado

Quando as pessoas estão frustradas, fica difícil rirem de uma situação que lhes está prejudicando. Deixe as piadas para outro momento.

 

Dê a solução

Pode ser tentador jogar o anzol e esperar que o internauta vá navegando de conteúdo em conteúdo até chegar à sua landing page de conversão. Porém, na maioria das vezes, o que você vai ganhar é uma bela taxa de bounce rate. Responda àquilo que o seu conteúdo se propõe a responder. Respeite seu público.

Entender o contexto permite entregar o conteúdo certo, à pessoa certa, no momento exato em que ela precisa dele.

 

Por que pensar no contexto antes de criar conteúdo?

A internet está repleta de conteúdo mais do mesmo. Não raro, encontramos exatamente o mesmo artigo para blog em vários sites diferentes. E isso não só atrapalha a experiência do consumidor como também afeta a credibilidade da sua marca. Afinal, quem publicou antes? Quem é o verdadeiro cérebro por trás daquele conteúdo?

Pensar no contexto antes de criar conteúdo permite que você desenvolva conteúdos personalizados para a sua audiência.

Quando você literalmente veste os sapatos do seu público, tem mais condições de compreender do que ele precisa. Como consequência, vai além de um conteúdo que pretende vender funcionalidades. Você demonstra benefícios, vantagens, o ganho que o consumidor em questão terá ao se relacionar com a sua marca.

Compreender o contexto leva seu time a criar conteúdo emocional, que engaja e converte, que gera lealdade à marca. A consequência desse vínculo é clientes prontos para comprar.

 

Entendendo os cenários para criar conteúdo excepcional

Mais do que saber dados sociodemográficos do seu público, é preciso saber quando ele procura pelo seu conteúdo online e o que o leva a fazer isso. Compreender em que ambiente ele faz essa busca por meio de qual dispositivo também pode ajudar a orientar sua estratégia de conteúdo.

 

1. Defina o cenário

O que está acontecendo na vida do seu potencial cliente no exato momento em que ele vai precisar do seu conteúdo digital?

Exemplo: o sistema de controle de ponto da empresa deixou de funcionar, impedindo que a folha de ponto seja calculada.

 

2. Entenda o sentimento

O que o seu potencial cliente está sentindo neste momento?

Exemplo: frustrado com a solução, com raiva do fornecedor e preocupado com a necessidade de novos investimentos financeiros para a troca da tecnologia.

 

3. Defina o objetivo do conteúdo

O que o seu conteúdo deve resolver? Que tipo de informação deve trazer?

Exemplo: falar dos problemas mais comuns em sistemas de controle de ponto e apresentar alternativas mais eficazes.

 

4. Identifique a probabilidade deste cenário ocorrer

Esse problema é frequente? Com que frequência ele pode acontecer?

Atribua uma pontuação ou uma escala de identificação, como: pouco provável, bastante provável e muito provável.

Essas quatro etapas podem render uma matriz de conteúdo bastante útil para usar durante o seu planejamento de marketing de conteúdo. Inclusive, você pode alimentá-la com a ajuda do setor de vendas, que é quem recebe as dúvidas mais frequentes do seu público-alvo.

 

Como criar cenários para sua estratégia de marketing de conteúdo

Já mencionamos algumas vezes aqui no blog da ÀBr quais são os principais objetivos de uma estratégia de marketing de conteúdo. Mas vale lembrar: educar, informar, entreter.

Nesse sentido, criar conteúdo se concentra, na maioria das vezes, em educar e informar. Ou seja, seu público usa o conteúdo para determinada finalidade. Portanto, ele deve ser relevante e útil para essa seleta audiência.

Diante disso, algumas perguntas são necessárias no momento de criar conteúdo pensando no contexto em que os usuários estão inseridos:

 

1. Quem usa o seu conteúdo?

Aqui podemos ir além do perfil de cliente ideal, definindo de forma mais ampla quem se beneficia do conhecimento que você compartilha. Como bem diz Joe Pullizzi em seu livro Marketing de conteúdo épico, se você só escreve para as suas personas, o que entrega para o resto da sua audiência?

Você pode identificar públicos prioritários e secundários, melhorando seu entendimento sobre como é possível ajudar a cada pessoa que se relaciona com a sua marca.

 

2. Para que essas pessoas usam o seu conteúdo?

Seu conteúdo é usado para adquirir conhecimento, para resolver um problema ou melhorar uma situação?

Defina exatamente o que o seu público quer que o conteúdo explique ou resolva. Estipule a meta que esse conteúdo deve cumprir, não para você, mas para a sua audiência.

Por exemplo: um manual técnico de uso de um equipamento deve ensinar a usar o equipamento em detalhes.

 

3. Com que frequência esse cenário se repete?

Você pode tomar por base a intenção dos usuários quando chegam ao site da sua empresa. Digamos que seja um e-commerce. Em 99% das vezes será um consumidor em busca de um produto para comprar. Nos outros 1% será um concorrente fazendo benchmarking ou alguém procurando por emprego.

 

3. Qual é o sentimento que o usuário tem neste momento?

Compreender o estado de espírito da pessoa que chega até você é fundamental para criar conteúdos que resolvem problemas.

Alguém que está doente e busca por uma clínica médica, por exemplo, está fragilizado, preocupado com a saúde. Já quem está procurando por um notebook novo está empolgado com a aquisição dessa nova ferramenta.

A palavra de ordem aqui é empatia. Coloque-se no lugar das pessoas e ficará muito mais fácil compreender o que entregar a elas quando você for criar conteúdo.

Pronto para criar conteúdo que vai além do senso comum? Aproveite e escale a produção desses conteúdos extraordinários com Agile Content!