Web semântica, SEO e marketing de conteúdo: entenda essa relação

rede de conteúdos

Web semântica é uma extensão da World Wide Web que tem por objetivo tornar as máquinas capazes de compreender o significado do conteúdo online, não só a estrutura de dados. Ela faz uso de conjuntos de informações estruturadas que permitem aos computadores interpretar o conhecimento de forma semelhante ao ser humano.

O termo foi cunhado por Tim Berners-Lee em 2001 e vem se desenvolvendo rapidamente desde então, contribuindo para que a experiência do usuário na internet seja cada dia mais personalizada.

Neste artigo, você vai entender melhor o que é a web semântica, como ela funciona e, principalmente, como se relaciona com uma estratégia de marketing de conteúdo bem-sucedida.

Pronto para se aprofundar no tema?

 

O funcionamento da World Wide Web

A internet se desenvolveu em torno da construção de hiperlinks entre páginas. Cada página representa um documento que faz referências a outros, e assim sucessivamente.

Esse sistema foi baseado no funcionamento de uma biblioteca. Podemos conectar nomes autores, títulos de livros e suas relações com outras obras. Para fazer essa conexão usamos palavras-chave, que resumem o assunto principal. Mas não podemos conectar o conteúdo em si de cada livro.

É por esse motivo que o link building se tornou a principal estratégia de SEO quando se trata de ganhar autoridade na web e subir nos resultados orgânicos dos mecanismos de buscas, como o Google. Os documentos (páginas) que recebem mais referências (links) são considerados os mais importantes.

Entretanto, a autoridade adquirida por meio de links externos vem se mostrando ineficiente, já que se criou um verdadeiro mercado paralelo para compra e troca de links entre páginas. Páginas essas que nem sempre são realmente relevantes para os internautas.

Veja como é a estrutura atual da web:

 

estrutura de páginas web

 

Outro fato complicador é que, com a expansão da internet e quantidade gigantesca de informações compartilhadas a cada minuto, fica cada vez mais complexo organizar todo esse conhecimento em forma de páginas.

Torna-se necessário, então, criar uma forma mais inteligente de associação entre fatos. A tecnologia encontrada para solucionar o problema é a web semântica.

 

A criação de conteúdo para a web

Se formos esquecer por completo as técnicas de SEO, nossos esforços de produção de conteúdo digital se concentram totalmente em compartilhar conhecimento relevante e útil para as pessoas.

Isso implica em uma série de fatores bastante subjetivos, como a criação de histórias que tenham um fundo emocional para despertar conexões mais profundas com o nosso público-alvo.

Envolve, também, sabermos transformar conhecimento técnico em conteúdo de fácil compreensão e levar em consideração as diversas interpretações que uma mesma informação pode ter.

Por exemplo: quando escrevemos “apple”, estamos nos referindo ao termo “maçã”, em inglês, ou à empresa? Quando digitamos na web “meu computador estragou”, o que queremos dizer realmente?

Essas interpretações podem ser feitas facilmente por um ser humano, mas por uma máquina, não. É preciso criar uma forma de fazer com que máquinas e humanos cooperem entre si para que essa linguagem se universalize.

 

O papel de intermediador do SEO

Enquanto a internet está construída em torno da relação entre documentos, visando atender à capacidade de interpretação das máquinas, o conteúdo verdadeiramente relevante é desenvolvido para satisfazer a necessidade dos seres humanos.

Para conectar esses dois mundos, passamos a usar técnicas de SEO que nos permitem dizer para as máquinas, de forma bastante objetiva, do que se trata determinado documento.

Esses sinais que damos aos algoritmos dizem a eles de que se trata cada página, porém, não destacam a importância do conhecimento contido nela.

Isso significa que podemos ter um conteúdo de qualidade que não é exibido nos resultados de buscas porque ele não pode ser descoberto pelos algoritmos, por exemplo.

Por outro lado, temos centenas de conteúdos superficiais e sem importância otimizados ao máximo para que figurem na primeira página do Google, interferindo na proposta central da ferramenta, que é gerar uma experiência única para cada usuário.

Como você pode ver, essa dinâmica já não é suficiente. O que uma pessoa quer dizer ao digitar na barra de pesquisa “dor no pé” ou então “minha televisão não liga”?

Como o Google ou qualquer outro buscador pode retornar um resultado que responda de forma assertiva a essas pesquisas? É aí que entra a web semântica.

 

O que é web semântica, afinal?

Web semântica é uma forma de detalhar o conhecimento de tal maneira que a informação produzida para seres humanos e a criada para máquinas seja unificada.

Dessa forma, os mecanismos de buscas serão capazes de fazer inferências, ou seja, deduzir aquilo que o usuário está buscando. Sendo assim, eles poderão responder à intenção dos usuários de maneira ainda mais personalizada.

A web semântica possui três pilares que a sustentam: as ontologias e os padrões XML e RDF.

 

Ontologias

Uma ontologia é uma coleção de informações que determina a relação entre elas. O exemplo mais comum que encontramos na web é a taxonomia, que define classes de objetos e suas relações.

Para ficar mais claro, imagine que você tem uma lista de todos os CEPs de uma cidade. Isso é uma ontologia. Quando traduzimos esses CEPs em nomes de ruas, temos uma segunda ontologia e determinamos a correspondência entre elas.

Isso permite que você digite no Google o número de um CEP e obtenha o nome da rua, além de uma infinidade de outras informações, como cidade, estabelecimentos que ficam nesse endereço, um mapa da região, etc.

É esse mesmo pensamento que usamos quando determinamos uma taxonomia de conteúdo. Criamos categorias, como marketing de conteúdo e SEO e, a partir delas, identificamos subclasses, como otimização de sites e criação de conteúdo.

Essa estrutura facilita tanto o entendimento das máquinas em relação ao conteúdo web disponibilizado em determinado site, quanto a compreensão das pessoas em relação ao conhecimento compartilhado.

 

XML e RDF

Como tudo na web precisa ser compreendido por máquinas, precisamos de linguagens próprias para definir aquilo que queremos compartilhar online.

O XML (eXtensible Markup Language) é o código que define determinada informação para os algoritmos. Já o RDF (Resource Description Framework) é o que dá significado a esse conjunto de informações, sendo direcionado aos humanos.

Para exemplificar, digamos que você crie um blog post sobre escritores norte-americanos e que nele exista a frase “Mark Twain nasceu em Connecticut”.

De forma isolada, os três termos não dizem muita coisa. Mas permitem marcar a página de forma que os algoritmos saibam que nela esses três termos estão presentes. São sinais que podem ser interpretados por máquinas.

Quando juntas, as três palavras têm um significado que pode ser interpretado como qualquer frase do nosso cotidiano: sujeito (Mark Twain), verbo (nasceu) e predicado (em Connecticut).

Com esse recurso, a web semântica consegue captar esse significado independentemente da página em que ele esteja. Ou seja, ela passa a conectar fatos, criando redes de conhecimento, não mais redes de documentos (estrutura da web atual).

Para entender melhor o funcionamento da web semântica e da conexão entre fatos, sugiro que veja este vídeo:

 

 

Por que se preocupar com a web semântica?

Se você investe tempo e recursos para ter uma boa presença digital, já deve ter notado que os resultados orgânicos de buscas estão cada dia mais inconstantes.

Isso se deve à web semântica e à personalização dos resultados segundo o histórico de navegação de cada usuário. Em outras palavras, duas pessoas que façam a mesma busca em locais distintos (computadores e cidade, por exemplo), terão resultados diferentes.

Esse cenário tende a se tornar uma constante na vida de internautas e profissionais de marketing de conteúdo e SEO. Para os usuários, uma experiência cada dia mais exclusiva. Para quem deseja ser visto na internet, um novo desafio a cada dia.

A preocupação em relação à web semântica deve ser, então, em produzir conteúdos melhores e mais alinhados com o público que se deseja conquistar. As palavras-chave surgirão com naturalidade à medida que você for criando conteúdo digital que responda às necessidades da sua audiência.

Quando a web semântica esteja totalmente implementada, estarão à frente da concorrência aquelas marcas que se destacarem por compartilhar conhecimento especializado e autêntico. Ou seja, já não haverá mais espaço para plagiadores, conteúdos sem profundidade e manipuladores da SERP.

 

Como a web semântica impacta o SEO e o marketing de conteúdo?

Talvez você já tenha ouvido falar que a importância da densidade de palavras-chave esteja diminuindo gradativamente na produção de conteúdo para a web. E não deixa de ser verdade.

A densidade de palavras-chave sempre foi utilizada para indicar aos mecanismos de buscas o tema central de determinada página, visando aumentar sua autoridade para aquele termo.

Com a evolução da web semântica, a internet deixa de ser uma estrutura de documentos (páginas web) para se tornar uma rede de conhecimento. Diante disso, o que importa é a relevância da informação que você disponibiliza para a busca que o usuário faz e a relação dela com outros assuntos.

Mas não é apenas a repetição de palavras-chave que deixa de fazer sentido. Se levarmos em consideração que o intuito da web semântica é conectar conhecimento, não páginas, o link building também precisa ser remodelado. Exemplo dessa evolução é o Scroll to Text, recurso que está sendo desenvolvido pela Google para o Chrome.

Caídos por terra dois dos critérios mais utilizados na otimização de conteúdos, o que nos sobra é investir em conteúdo personalizado e qualidade elevada, que atenda aos anseios do nosso público e seja capaz de promover uma conexão real com a nossa audiência.

Diante disso, o principal desafio dos profissionais de SEO deixa de ser a parte técnica do Search Engine Optimization. O foco torna-se descobrir a intenção dos usuários por trás das buscas, o que requer um conhecimento aprofundado do comportamento do consumidor.

Já na criação de conteúdo em si, o desafio é ser tão relevante quanto possível, abordando assuntos de forma completa e detalhada.

E aí, sua equipe está preparada para criar conteúdo relevante e útil, que atenda às necessidades dos usuários? Caso esteja em dúvida, entre em contato com a gente. Nosso time está pronto para a web semântica!